são paisagens,
meus sentimentos podres,
mentirosos (fracos),
engano aqui, engano ali,
mas eu os sinto…
aprendi novos truques,
que eu nem te conto.
Quem sou eu
- Relatos Avulsos
- Brazil
- Um Rei sem reino num mundo sem janelas, vivendo e mastigando a carne podre da rotina.
Quinta-feira, Março 31, 2011
bailando
foge de todos, não aceita o amor,
convive com a dor,
seja qual for,
morena de cachos,
enlouquece os machos,
deitada na rede,
escolhe seus alvos.
Quinta-feira, Março 17, 2011
500 mg
Vazio por dentro; podre de solidão,
Um morto vivendo em aparelhos,
Mas livre de ti no meu coração,
Vá embora ou leve seus vestidos,
Só me deixe apodrecer,
E longe do teu colo,
Perecer...
Terça-feira, Março 15, 2011
Ao meu amigo morto
Mesa imunda de bar,
Lascas soltas, umidade no ar.
Eu tenho curativo,
Mas não posso emprestar,
(...)
Trouxe a doença pra cá,
Fidel sangra, mas não posso ajudar,
Rastejo ao seu lado,
Estamos mortos e não há...
Como a vingança vingar.
Segunda-feira, Março 14, 2011
À Barra da Morena
Morena sentada na barra,
Me chama de vida,
Pede respeito,
De qualquer outro jeito,
Eu seria refém,
Na barra da saia,
Justa sem causa,
Manda no mundo,
Me chama
de puto,
Morena de saia no banco,
Ainda me espera?
Me chama de vida,
Pede respeito,
De qualquer outro jeito,
Eu seria refém,
Na barra da saia,
Justa sem causa,
Manda no mundo,
Me chama
de puto,
Morena de saia no banco,
Ainda me espera?
Sábado, Fevereiro 19, 2011
não "me" salve
A ilusão me afastou da margem,
Mas não sei nadar,
E só agora descobri,
Olhei adiante sem pensar,
E não há escolha,
Até minha força acabar.
Mas não sei nadar,
E só agora descobri,
Olhei adiante sem pensar,
E não há escolha,
Até minha força acabar.
Segunda-feira, Janeiro 24, 2011
nº17
janeiro é assim,
levando os seus pedaços de mim,
preparando para o fim.
com o cheiro cafona de jasmim,
deixando apenas os versos ruins,
janeiro foi assim.
levando os seus pedaços de mim,
preparando para o fim.
com o cheiro cafona de jasmim,
deixando apenas os versos ruins,
janeiro foi assim.
Quinta-feira, Janeiro 20, 2011
Invicto
todo dia,
uma chance,
de causar o inferno no céu,
de salvar o diabo da cruz,
todo dia,
a última chance,
até o fim tentando,
até fim de todo dia,
que recomeça,
sem você perto,
odiando me amar,
esquecendo devagar,
todo dia eu tento,
todo dia eu venço,
todo dia eu perco,
você...
uma chance,
de causar o inferno no céu,
de salvar o diabo da cruz,
todo dia,
a última chance,
até o fim tentando,
até fim de todo dia,
que recomeça,
sem você perto,
odiando me amar,
esquecendo devagar,
todo dia eu tento,
todo dia eu venço,
todo dia eu perco,
você...
meu mirante
fui em muitos mundos,
realidades de doer,
em todos eu fui azedo,
viajei no tempo,
no espaço que deixou,
reduzindo a distância,
como se escolhesse a felicidade a dedo,
como se eu fosse o flagelo,
você seria a bonança.
viagens vazias,
esteve sempre aqui,
ou aí,
perto...
longe...
em pedaços que não sei juntar.
realidades de doer,
em todos eu fui azedo,
viajei no tempo,
no espaço que deixou,
reduzindo a distância,
como se escolhesse a felicidade a dedo,
como se eu fosse o flagelo,
você seria a bonança.
viagens vazias,
esteve sempre aqui,
ou aí,
perto...
longe...
em pedaços que não sei juntar.
Segunda-feira, Janeiro 10, 2011
Longe
nada me importa no rio,
as pedras bonitas,
a gente feliz,
as morenas nas calçadas,
nada me importa,
o balanço do mar, a massa de duas cores...
nada me importa; a tal lapa,
a mansão e seus índices...
nem os amigos que eu possa ter aí,
nada me importa...
tudo isso sem você,
é o que eu sou hoje...
morto e vazio, pois nada me importa no rio.
as pedras bonitas,
a gente feliz,
as morenas nas calçadas,
nada me importa,
o balanço do mar, a massa de duas cores...
nada me importa; a tal lapa,
a mansão e seus índices...
nem os amigos que eu possa ter aí,
nada me importa...
tudo isso sem você,
é o que eu sou hoje...
morto e vazio, pois nada me importa no rio.
Terça-feira, Dezembro 21, 2010
podridão
Abro mão desse mar,
Nenhuma pá me guiará,
Não precisarei do seu remo
Quando a água me levar,
Quando o meu fel estourar.
Abro mão do horizonte,
Nenhum sol pode me curar,
Não preciso do seu abraço quente,
Quando o câncer despertar.
Nenhuma pá me guiará,
Não precisarei do seu remo
Quando a água me levar,
Quando o meu fel estourar.
Abro mão do horizonte,
Nenhum sol pode me curar,
Não preciso do seu abraço quente,
Quando o câncer despertar.
Quinta-feira, Dezembro 16, 2010
Casal Maior
Jogo com as regras que fiz,
Não há chance de azar,
Faço a sorte na próxima mão,
O diabo tenta me cuidar,
Sou o pé do baralho;
E ele não vai me ganhar...
Não há chance de azar,
Faço a sorte na próxima mão,
O diabo tenta me cuidar,
Sou o pé do baralho;
E ele não vai me ganhar...
paulo está feliz enquanto eu me afogo num balde
Perdi almas e sorrisos.
Pra terra molhada ou naquele trem,
Passa o tempo; não há luz adiante,
No meu rastro só as costas,
Todos caminham pra longe,
Não sou eu que ando;
É o mundo que me esqueceu...
Cavei fundo até os meus ossos,
Tudo acabou/ o tempo passou.
Pra terra molhada ou naquele trem,
Passa o tempo; não há luz adiante,
No meu rastro só as costas,
Todos caminham pra longe,
Não sou eu que ando;
É o mundo que me esqueceu...
Cavei fundo até os meus ossos,
Tudo acabou/ o tempo passou.
Quinta-feira, Novembro 18, 2010
Estágio Terminal
não posso tentar,
nadar nesse mar,
um tiro apenas,
sem desvios.
não pulo do barco,
sem antes remar,
mas não sei nadar,
nesse amargo mar,
pulo na água,
já sabendo o fim que terá.
nadar nesse mar,
um tiro apenas,
sem desvios.
não pulo do barco,
sem antes remar,
mas não sei nadar,
nesse amargo mar,
pulo na água,
já sabendo o fim que terá.
Estágio Terminal
não posso tentar,
nadar nesse mar,
um tiro apenas,
sem desvios.
não pulo do barco,
sem antes remar,
mas não sei nadar,
nesse amargo mar,
pulo na água,
já sabendo o fim que terá.
nadar nesse mar,
um tiro apenas,
sem desvios.
não pulo do barco,
sem antes remar,
mas não sei nadar,
nesse amargo mar,
pulo na água,
já sabendo o fim que terá.
Domingo, Novembro 07, 2010
Recado para o Diabo
O sol bonito vai caindo,
Abrindo espaços à brisa sagaz,
Que levanta varais; folhas secas,
O verde desbotado do fim,
Sufoca qualquer sentido,
Amanhã ninguém sabe,
Alguém usando capuz,
Olhando pra mim.
Abrindo espaços à brisa sagaz,
Que levanta varais; folhas secas,
O verde desbotado do fim,
Sufoca qualquer sentido,
Amanhã ninguém sabe,
Alguém usando capuz,
Olhando pra mim.
Quinta-feira, Novembro 04, 2010
Água Suja
cada vez mais soterrado,
no vazio da covardia,
caindo aos pedaços, em pedaços,
cada vez mais longe dessa baía.
perseguições de 95,
perdendo pra eles,
desabando em agonia.
no vazio da covardia,
caindo aos pedaços, em pedaços,
cada vez mais longe dessa baía.
perseguições de 95,
perdendo pra eles,
desabando em agonia.
Sexta-feira, Outubro 29, 2010
Vou Morrer Longe De Você E Dos Seus Amigos
Me matarei nas lembranças,
Nas coisas que não sei falar.
Em falsos retratos dentro do nada,
Seu colo (não) vai me curar.
Nas coisas que não sei falar.
Em falsos retratos dentro do nada,
Seu colo (não) vai me curar.
Quarta-feira, Outubro 27, 2010
Apodrecendo
não acordei bem,
as dores que me cercam não doem tanto,
te vi lá fora, indo embora.
não levou bagagens, levou lembranças.
deixei de ser aquele homem,
ruim em tudo o que faço,
não causo mais sonhos,
nulo como antes,
sou o flagelo do fracasso.
vi você partindo,
ao longe sem pena sentir,
amarrado, eu não pude insistir,
vi você partindo,
seus amigos te guardavam,
conformado com tantas dores,
sou o flagelo do fracasso.
sou a mesma coisa de antes,
mas não sou mais uma coisa sua.
as dores que me cercam não doem tanto,
te vi lá fora, indo embora.
não levou bagagens, levou lembranças.
deixei de ser aquele homem,
ruim em tudo o que faço,
não causo mais sonhos,
nulo como antes,
sou o flagelo do fracasso.
vi você partindo,
ao longe sem pena sentir,
amarrado, eu não pude insistir,
vi você partindo,
seus amigos te guardavam,
conformado com tantas dores,
sou o flagelo do fracasso.
sou a mesma coisa de antes,
mas não sou mais uma coisa sua.
Terça-feira, Outubro 26, 2010
Ex-clarecido
Descobri a realidade cruel,
Mais do que entendia,
Mais do que esperava,
Meus versos ruins romperam a janela,
Além das varandas causaram feridas,
Tão falsas quanto meu amor prometido,
Ecos de dores e iras,
Na cidade sou a vadia,
Falsa alvorada; doença curada.
Saio de cena e não vejo as pedras.
Mais do que entendia,
Mais do que esperava,
Meus versos ruins romperam a janela,
Além das varandas causaram feridas,
Tão falsas quanto meu amor prometido,
Ecos de dores e iras,
Na cidade sou a vadia,
Falsa alvorada; doença curada.
Saio de cena e não vejo as pedras.
Domingo, Outubro 24, 2010
Minha Pedra (Seus Ombros)
Marcas invadem a minha calça,
Beleza sem caução, sempre ali ao dispor,
O nosso tempo não existe,
Noites que ainda estão aqui,
Seus ombros por baixo de tanto medo,
Abaixo do que é a verdade,
Esses olhos tristes vão sorrir,
Deixa que isso eu acerto,
Dores no peito não!
Falo de algo além.
Malícia?
Palavra errada e longe do que busca.
Beleza sem caução, sempre ali ao dispor,
O nosso tempo não existe,
Noites que ainda estão aqui,
Seus ombros por baixo de tanto medo,
Abaixo do que é a verdade,
Esses olhos tristes vão sorrir,
Deixa que isso eu acerto,
Dores no peito não!
Falo de algo além.
Malícia?
Palavra errada e longe do que busca.
Terça-feira, Outubro 19, 2010
Prioridade
Gosto de você, tenho raiva eu sei.
Penso em não te procurar mais, mas no final...
É uma frescura, coisa de casal.
Penso em não te procurar mais, mas no final...
É uma frescura, coisa de casal.
Segunda-feira, Outubro 18, 2010
Quebrado
Vejo o mundo longe do cais,
Perdi a sua hora, parei no tempo,
O próximo não deve zarpar,
Poucas ondas nesse mar,
Talvez com um sinal de luz,
Uma mensagem o faria voltar?
Perdi muito tempo no bar,
Ouvi os chamados, os avisos.
Já é tarde para lamentar.
Empurrei essa vida demais,
Descansar antes de recomeçar.
Perdi a sua hora, parei no tempo,
O próximo não deve zarpar,
Poucas ondas nesse mar,
Talvez com um sinal de luz,
Uma mensagem o faria voltar?
Perdi muito tempo no bar,
Ouvi os chamados, os avisos.
Já é tarde para lamentar.
Empurrei essa vida demais,
Descansar antes de recomeçar.
Sábado, Outubro 16, 2010
Nós e O Mar
Estava na calçada,
Sentado no banco azul eu te vi caminhando, pensando nele...
Vi mais do que pensava ver, o meu futuro ao seu lado,
Você pisando no mar e de longe arrumando sua vida,
Para ficar perto da minha.
Vi seu sorriso de longe e me senti feliz...
Logo senti o seu abraço,
Eu acordei de mais sonhos,
Ainda na calçada; perto do mar.
Mais perto agora, sentindo o seu cheiro.
Poderia tocar e o medo de quebrar,
Me fez voltar de sonhos esquecidos.
Me fez acordar e ver o que espero
Que quero,
Não estou arruinado, não estamos em ruínas...
Ainda está longe começo e já passamos pelo fim,
Hoje eu tenho coragem pra sonhar.
Mais uma parceria com a @CarenFonseca
Sentado no banco azul eu te vi caminhando, pensando nele...
Vi mais do que pensava ver, o meu futuro ao seu lado,
Você pisando no mar e de longe arrumando sua vida,
Para ficar perto da minha.
Vi seu sorriso de longe e me senti feliz...
Logo senti o seu abraço,
Eu acordei de mais sonhos,
Ainda na calçada; perto do mar.
Mais perto agora, sentindo o seu cheiro.
Poderia tocar e o medo de quebrar,
Me fez voltar de sonhos esquecidos.
Me fez acordar e ver o que espero
Que quero,
Não estou arruinado, não estamos em ruínas...
Ainda está longe começo e já passamos pelo fim,
Hoje eu tenho coragem pra sonhar.
Mais uma parceria com a @CarenFonseca
Fodas Alternativas
Ela quer comprar coisas,
Eu quero mais 5 minutos,
Longe dos seus desejos e perto.
Não falo de ternuras,
Sou assim por dentro.
Lado mais fraco dessa caveira.
Em cada esquina uma esquina,
Em cada papel o seu endereço,
Afogado em prantos falsos.
Eu não presto mais pra vocês.
Eu quero mais 5 minutos,
Longe dos seus desejos e perto.
Não falo de ternuras,
Sou assim por dentro.
Lado mais fraco dessa caveira.
Em cada esquina uma esquina,
Em cada papel o seu endereço,
Afogado em prantos falsos.
Eu não presto mais pra vocês.
Domingo, Outubro 10, 2010
Me Mostre O Caminho
Domingo à tarde...
Pendentes, por cima de outras prioridades.
Só perguntas e cobranças,
Eu conheço o caminho, não cobre amor.
Limitado como tudo por aqui.
Senta do meu lado e seja minha.
Cobre um amor sem limites,
Eu posso ser “ele” nessa rodada.
Pendentes, por cima de outras prioridades.
Só perguntas e cobranças,
Eu conheço o caminho, não cobre amor.
Limitado como tudo por aqui.
Senta do meu lado e seja minha.
Cobre um amor sem limites,
Eu posso ser “ele” nessa rodada.
Quinta-feira, Outubro 07, 2010
Tudo o que posso querer num Verso Cafona
Não teria problema
O seu corpo cheiroso
Nesse peito dormir
Não haveriam impostos
Sobre o amor existir
Os quadris que eu quero
Na posição de antes
A satisfação que espero
O seu corpo cheiroso
Nesse peito dormir
Não haveriam impostos
Sobre o amor existir
Os quadris que eu quero
Na posição de antes
A satisfação que espero
Terça-feira, Outubro 05, 2010
o tudo sobre o nada
Infelizmente eu não tenho nada pra dizer,
Nada como sempre; como ontem; como amanhã!
Infelizmente não cessou o meu sofrimento,
O meu lamento eterno sobre o que você conhece,
Duas horas antes era amor,
Agora é maior que isso.
O último grande momento será seus pés no mar,
Enfim eu terei vencido a guerra.
Nada como sempre; como ontem; como amanhã!
Infelizmente não cessou o meu sofrimento,
O meu lamento eterno sobre o que você conhece,
Duas horas antes era amor,
Agora é maior que isso.
O último grande momento será seus pés no mar,
Enfim eu terei vencido a guerra.
Sábado, Outubro 02, 2010
Pouco Mais De Dez Horas
O vento fez a curva na última parada,
Longe de você, mas ainda posso ver,
A varanda já distante,
Sentada e longe de mim.
Mais uma pedra no caminho,
Mais um medo por destruir.
O vento já não passa por aqui,
Longe do fim; ele leva as folhas da varanda.
Não te vejo mais com a vista do ciúme,
Tudo é terrível agora.
Longe de você, mas ainda posso ver,
A varanda já distante,
Sentada e longe de mim.
Mais uma pedra no caminho,
Mais um medo por destruir.
O vento já não passa por aqui,
Longe do fim; ele leva as folhas da varanda.
Não te vejo mais com a vista do ciúme,
Tudo é terrível agora.
Sexta-feira, Outubro 01, 2010
Perdendo
Eu ainda aqui tentando entender,
Tentando olhar mais ao fundo da varanda;
Sempre de manhã é aquela lamentação,
Tão minha tão perto.
Eu ainda vou entender; lamentar.
Não sorria mais na minha direção.
Tentando olhar mais ao fundo da varanda;
Sempre de manhã é aquela lamentação,
Tão minha tão perto.
Eu ainda vou entender; lamentar.
Não sorria mais na minha direção.
Domingo, Setembro 19, 2010
Monomania
Sem ensaios;
Guardo comigo a primeira simpatia – (aquela à moda antiga.)
Assim a distância vai se digerindo paulatinamente...
O comum e o trivial ensurdecem minhas reflexões, deixando-as presas em mim; Aguardando formas criativas de liberdade. A atenção dispensada foi indispensável... Redescobrir inevitável!
Pequeno sonho amitié amoureuse inocente...
Sinto ao ver o antagonismo que cerca esse momento – mesmo assim o desejo e o admiro subversivamente!
Como se escrever salvasse vidas, e a minha é uma delas.
Propriedade de Nidy Gomes.
Guardo comigo a primeira simpatia – (aquela à moda antiga.)
Assim a distância vai se digerindo paulatinamente...
O comum e o trivial ensurdecem minhas reflexões, deixando-as presas em mim; Aguardando formas criativas de liberdade. A atenção dispensada foi indispensável... Redescobrir inevitável!
Pequeno sonho amitié amoureuse inocente...
Sinto ao ver o antagonismo que cerca esse momento – mesmo assim o desejo e o admiro subversivamente!
Como se escrever salvasse vidas, e a minha é uma delas.
Propriedade de Nidy Gomes.
Quinta-feira, Setembro 16, 2010
Carencia Sem Acento
Eu já tentei ser jovem assim:
Proferir tantas demandas sobre o infinito,
Eu já tentei ler essas estampas,
De maneiras nem sempre nobres;
Vulgares, às vezes escondido de você.
Guardo algumas passagens,
Não reprima a minha visão,
Vejo o que quero ver. Vejo essa juventude.
Guardo os seus joelhos em algum lugar.
Pronta aqui para qualquer impressão.
Essas estampas ainda estarão...
Perto...
Proferir tantas demandas sobre o infinito,
Eu já tentei ler essas estampas,
De maneiras nem sempre nobres;
Vulgares, às vezes escondido de você.
Guardo algumas passagens,
Não reprima a minha visão,
Vejo o que quero ver. Vejo essa juventude.
Guardo os seus joelhos em algum lugar.
Pronta aqui para qualquer impressão.
Essas estampas ainda estarão...
Perto...
Um dia desses
Levo mais que um sorriso no bolso,
Levo duas ou três desculpas...
Daquelas que estavam sobre a mesa.
Levo um único tiro na manga,
A chance capital de tomar o seu lado.
Esse verde não chegará aqui.
Essa Morena só existe na janela.
Jamais acenou! Jamais me olhou
Levo duas ou três desculpas...
Daquelas que estavam sobre a mesa.
Levo um único tiro na manga,
A chance capital de tomar o seu lado.
Esse verde não chegará aqui.
Essa Morena só existe na janela.
Jamais acenou! Jamais me olhou
Quarta-feira, Setembro 08, 2010
Ela na Varanda.; Você no retrato.
Não serei mensageiro de boas novas;
Nem de boas vindas...
Apegos que me transmitam dor;
Viagem ao passado que me corta.
Jamais pensei nisso.
Ninguém jamais mereceu seus olhos cor de mel;
Seu toque avivador, seu cheiro de Jasmim...
Não vou recolher lágrimas, não serei o herói necessário.
Só mais um covarde, mas que fugirá de você.
Suas estampas e lábios...
Esse colo; jamais meu.
Coxas do diabo que me chamam,
Não viverei a sua vida.
Fugirei sim!
Fugirei dos teus encantos;
Das tuas formas loucas de me conquistar.
Dos teus olhares que me armam e me levam até você...
Serei covarde... Onde possa viver melhor.
Sociedade com Caren Fonseca. @CarenFonseca
Nem de boas vindas...
Apegos que me transmitam dor;
Viagem ao passado que me corta.
Jamais pensei nisso.
Ninguém jamais mereceu seus olhos cor de mel;
Seu toque avivador, seu cheiro de Jasmim...
Não vou recolher lágrimas, não serei o herói necessário.
Só mais um covarde, mas que fugirá de você.
Suas estampas e lábios...
Esse colo; jamais meu.
Coxas do diabo que me chamam,
Não viverei a sua vida.
Fugirei sim!
Fugirei dos teus encantos;
Das tuas formas loucas de me conquistar.
Dos teus olhares que me armam e me levam até você...
Serei covarde... Onde possa viver melhor.
Sociedade com Caren Fonseca. @CarenFonseca
É Sempre a Mesma Mulher Dentro da Minha Cabeça
Guarde pra mim o primeiro sorriso,
Guarde junto com o seu corpo nu,
Com aquele vestido fino; aquela rosa no cabelo...
Sou piegas e o meu amor é infinito.
Guarde junto com o seu corpo nu,
Com aquele vestido fino; aquela rosa no cabelo...
Sou piegas e o meu amor é infinito.
Quinta-feira, Agosto 12, 2010
Sempre Você
Eu vejo mais luz iluminando,
Minhas redundâncias patéticas...
Sou o herói e não salvei a minha pele.
Cinco anos que te sigo; sem alvo.
Eu vejo mais janelas, mais luz em você.
Apago e planejo todas as noites o golpe.
Você com esse sorriso que me irrita.
Me esperando na sua janela,
Com suas tranças pequenas.
Minhas redundâncias patéticas...
Sou o herói e não salvei a minha pele.
Cinco anos que te sigo; sem alvo.
Eu vejo mais janelas, mais luz em você.
Apago e planejo todas as noites o golpe.
Você com esse sorriso que me irrita.
Me esperando na sua janela,
Com suas tranças pequenas.
Sexta-feira, Agosto 06, 2010
Para o meu (seu) amor
Hoje na noite vou te raptar...
Levar para um lugar longe de tudo,
E os seus medos vou lá deixar,
Me cansei das palavras fáceis.
Você me conheceu mas eu sou outro agora.
Peço o dia todo, para ser hoje aquele dia.
Quero que você seja a Maria do meu bairro,
Um quasar infinito.
Levar para um lugar longe de tudo,
E os seus medos vou lá deixar,
Me cansei das palavras fáceis.
Você me conheceu mas eu sou outro agora.
Peço o dia todo, para ser hoje aquele dia.
Quero que você seja a Maria do meu bairro,
Um quasar infinito.
Sexta-feira, Julho 30, 2010
A (Minha) Maria
A separação que temo é aquela de manhã,
Embaixo dos sonhos; antes de ir pro trabalho.
Eu só tenho uma chance no meio da neblina,
Poucas e poucas horas e aquela carta que não fica mais na manga.
Todos por lá já sabem e esperam pelo momento.
Isso não me matará.
A queda será muito adiante e sem brilho.
Embaixo dos sonhos; antes de ir pro trabalho.
Eu só tenho uma chance no meio da neblina,
Poucas e poucas horas e aquela carta que não fica mais na manga.
Todos por lá já sabem e esperam pelo momento.
Isso não me matará.
A queda será muito adiante e sem brilho.
Sexta-feira, Julho 16, 2010
Ela Não Me Respondeu Ainda
Passei uma garrafa de café;
Forte e sem açúcar, meu caminho é curto.
Vamos ver juntos onde eu consigo?
Lá fora só pedidos; ninguém se doa.
Todos querendo enganar o tempo.
Mesmo sem pedir, mesmo sem poder.
A goteira que ainda não esgotei.
Me chama todas as noites para o sarau.
Embaixo de tudo eu tento te achar.
Forte e sem açúcar, meu caminho é curto.
Vamos ver juntos onde eu consigo?
Lá fora só pedidos; ninguém se doa.
Todos querendo enganar o tempo.
Mesmo sem pedir, mesmo sem poder.
A goteira que ainda não esgotei.
Me chama todas as noites para o sarau.
Embaixo de tudo eu tento te achar.
Terça-feira, Julho 13, 2010
Legítimo Ataque
Sempre o mesmo golpe com os mesmos métodos.
O fluxo que leva meus detritos;
Instintos que jamais interpretará;
Com sua trena dos sentimentos.
Não leia minhas anotações,
Posso fazer-te chorar; posso parar o seu coração.
Sempre o mesmo golpe!
Na têmpora e sem muito sangue...
O fluxo que leva meus detritos;
Instintos que jamais interpretará;
Com sua trena dos sentimentos.
Não leia minhas anotações,
Posso fazer-te chorar; posso parar o seu coração.
Sempre o mesmo golpe!
Na têmpora e sem muito sangue...
Segunda-feira, Julho 12, 2010
Revolta
Fala dos seus encontros como se aqui ninguém sofresse.
Meu limite se foi lá atrás.
Você precisa só de ouvidos?
Eu só faço ouvir.
As paredes estão sujas,
Algo vermelho e doce; mas eu nem estava aqui.
Só você e seus encontros.
Minhas mãos sujas lhe apontam a porta.
Meu limite se foi lá atrás.
Você precisa só de ouvidos?
Eu só faço ouvir.
As paredes estão sujas,
Algo vermelho e doce; mas eu nem estava aqui.
Só você e seus encontros.
Minhas mãos sujas lhe apontam a porta.
Segunda-feira, Julho 05, 2010
Escolhas
Seus braços entre as ondas;
Olhei por todo lado, por cima e embaixo do tapete.
Barco virado... Dois ou três metros adiante.
Evite qualquer corda que eu jogar.
Não espere um bom homem de levante.
Olhei por todo lado, por cima e embaixo do tapete.
Barco virado... Dois ou três metros adiante.
Evite qualquer corda que eu jogar.
Não espere um bom homem de levante.
Sexta-feira, Julho 02, 2010
Ranço
Na próxima janela você sai;
Na próxima parada você salta;
Não me force mais prazos, vou descansar de ti;
Eu sei das flores que recebe...
Sei do sorriso escondido;
Vamos dar alento ao espaço e aproveitar a corrida;
Nada embaixo do meu chapéu;
Pode convencer do extremo;
Esse gosto ninguém terá.
Na próxima parada você salta;
Não me force mais prazos, vou descansar de ti;
Eu sei das flores que recebe...
Sei do sorriso escondido;
Vamos dar alento ao espaço e aproveitar a corrida;
Nada embaixo do meu chapéu;
Pode convencer do extremo;
Esse gosto ninguém terá.
Terça-feira, Junho 08, 2010
3ª Tentativa
A corrida não tem vencedor, não há razão para a nossa tristeza.
Uma porta de vidro logo ali, tudo fácil como a vida aos trinta.
Dê-me uma luz de esperança, levante uma bandeira.
Espero aqui qualquer sinal que eu posso vencer e posso estar aí.
O nosso tempo ainda não passou.
Não quero frutos; quero flores.
Quero poder pensar em perder você;
Quero sofrer junto com você.
Não estoure os meus balões.
Uma porta de vidro logo ali, tudo fácil como a vida aos trinta.
Dê-me uma luz de esperança, levante uma bandeira.
Espero aqui qualquer sinal que eu posso vencer e posso estar aí.
O nosso tempo ainda não passou.
Não quero frutos; quero flores.
Quero poder pensar em perder você;
Quero sofrer junto com você.
Não estoure os meus balões.
Sexta-feira, Abril 23, 2010
O E.I.X.O. – 45
“O que vem abaixo não se trata de um relato ou de uma história inventada. É apenas um breve futuro.
Quando foram desenterradas as três caixas, nada antes daquilo fora um dado relevante ou algum fato que merecesse atenção das autoridades. O acidente e suas conseqüências foram marcados com a inscrição “pgb”, catalogados e depositados nos arquivos do DIAME em Brasília. Como é do conhecimento, oficialmente esse departamento não existe muito menos os fatos que levaram a sua criação em dezembro de 1996.
Muitos incidentes desde então tiram o sono do pessoal da Brasília, vários agentes da ABIN foram mortos nas proximidades, assim como os policiais militares que simplesmente sumiram no mapa. Foram muitas as explicações do então presidente FHC, mas em meio aos escândalos, tudo nesse país se torna irrelevante em alguns dias. O maníaco de Luziânia teve sua conta acrescida em três homicídios. Queriam um culpado, queriam providências e elas foram tomadas, mesmo que de foram genérica.
Nunca mais perguntarão por fatos ligados ao E.I.X.O., até mesmo pelo fato dessa sigla ter sido banida desse país antes mesmo de ser inventada.
Quem ler isso terá a chance de um novo futuro. Um novo caminho para a verdade absoluta. “
21 de Novembro de 2010.
- O que você acha disso, Celso?
- Não acho nada... Deveríamos deixar isso pra lá.
- Estranho essa carta chegar até nós, poderiam enviá-la pra qualquer lugar...
- Sim! Mas mandaram pra cá. E devemos esquecer isso, já é Réveillon e nem deveríamos estar aqui. Vou pra casa, quero beber e comer aquele pernil que a Selma vai preparar.
- Tudo bem! Abraço e feliz ano novo... Vou desligar o telefone.
- Ok! Feliz ano novo, Valdo. Um feliz 89 para todos nós...
Quando foram desenterradas as três caixas, nada antes daquilo fora um dado relevante ou algum fato que merecesse atenção das autoridades. O acidente e suas conseqüências foram marcados com a inscrição “pgb”, catalogados e depositados nos arquivos do DIAME em Brasília. Como é do conhecimento, oficialmente esse departamento não existe muito menos os fatos que levaram a sua criação em dezembro de 1996.
Muitos incidentes desde então tiram o sono do pessoal da Brasília, vários agentes da ABIN foram mortos nas proximidades, assim como os policiais militares que simplesmente sumiram no mapa. Foram muitas as explicações do então presidente FHC, mas em meio aos escândalos, tudo nesse país se torna irrelevante em alguns dias. O maníaco de Luziânia teve sua conta acrescida em três homicídios. Queriam um culpado, queriam providências e elas foram tomadas, mesmo que de foram genérica.
Nunca mais perguntarão por fatos ligados ao E.I.X.O., até mesmo pelo fato dessa sigla ter sido banida desse país antes mesmo de ser inventada.
Quem ler isso terá a chance de um novo futuro. Um novo caminho para a verdade absoluta. “
21 de Novembro de 2010.
- O que você acha disso, Celso?
- Não acho nada... Deveríamos deixar isso pra lá.
- Estranho essa carta chegar até nós, poderiam enviá-la pra qualquer lugar...
- Sim! Mas mandaram pra cá. E devemos esquecer isso, já é Réveillon e nem deveríamos estar aqui. Vou pra casa, quero beber e comer aquele pernil que a Selma vai preparar.
- Tudo bem! Abraço e feliz ano novo... Vou desligar o telefone.
- Ok! Feliz ano novo, Valdo. Um feliz 89 para todos nós...
Terça-feira, Abril 13, 2010
Número de Série
Te mando flores todas as tardes;
Com pedidos piegas,
Vamos combinar mais pistas,
Sem razões e sem motivos,
Te mando meu peito aberto,
Amor banho-maria.
Com pedidos piegas,
Vamos combinar mais pistas,
Sem razões e sem motivos,
Te mando meu peito aberto,
Amor banho-maria.
Segunda-feira, Abril 05, 2010
Seus Méritos
Eu posso, eu posso sentir falta.
Me dou todos os direitos;
Eu tento muitas coisas,
Mas sou ruim de mira.
A pressão de antes, o seu hálito de cigarro barato.
Tudo me falta, me mata nas tardes.
“Ainda?” Não diria isso.
Te perdi antes de tudo,
Tudo o que mirei e errei.
Tudo o que toquei e matei
Me dou todos os direitos;
Eu tento muitas coisas,
Mas sou ruim de mira.
A pressão de antes, o seu hálito de cigarro barato.
Tudo me falta, me mata nas tardes.
“Ainda?” Não diria isso.
Te perdi antes de tudo,
Tudo o que mirei e errei.
Tudo o que toquei e matei
Sexta-feira, Março 26, 2010
A Queda de Fidel
Foram tantos os alarmes, as horas que juntos contamos...
Contei muitas coisas, minhas máscaras, meus falsos destinos.
Vesti mantos antes malditos, fui aquele cara.
Não li a carta, mas vi no envelope que era sua.
Vou por aqui, para novas janelas que abrirão.
Meu reino não ruiu, tenho a mesma base de todas as tardes.
O mestre, o menino e o falso profeta.
Minha dor é morena e almiscarada.
Contei muitas coisas, minhas máscaras, meus falsos destinos.
Vesti mantos antes malditos, fui aquele cara.
Não li a carta, mas vi no envelope que era sua.
Vou por aqui, para novas janelas que abrirão.
Meu reino não ruiu, tenho a mesma base de todas as tardes.
O mestre, o menino e o falso profeta.
Minha dor é morena e almiscarada.
Domingo, Fevereiro 28, 2010
16ª pergunta
Não conseguirei te proteger na chuva,
Nas ladeiras dessa vida ruim.
As estações querem novas pedras,
Deixe a cruz, deixe a dor ir embora.
Guardo algo que não pediu,
Algo que não posso ter hoje,
Com tantas perguntas, descobri que o sol;
Sorriu pra mim, enquanto eu fechava as janelas.
O que quero dizer, não posso sentir.
Nas ladeiras dessa vida ruim.
As estações querem novas pedras,
Deixe a cruz, deixe a dor ir embora.
Guardo algo que não pediu,
Algo que não posso ter hoje,
Com tantas perguntas, descobri que o sol;
Sorriu pra mim, enquanto eu fechava as janelas.
O que quero dizer, não posso sentir.
Segunda-feira, Fevereiro 15, 2010
Imagens que me...
Ainda vejo a sua beleza, de listras;
De decotes morenos;
Não me faça isso; já se foram todos;
Esses retratos buscam a minha dor...
Você usa quadros em vão, quadros perdidos...
Não conseguirá nada, nem com seu sorriso claro.
Fico por aqui sem cair em seus laços,
Não posso mais sofrer, nem escrever “não”.
De decotes morenos;
Não me faça isso; já se foram todos;
Esses retratos buscam a minha dor...
Você usa quadros em vão, quadros perdidos...
Não conseguirá nada, nem com seu sorriso claro.
Fico por aqui sem cair em seus laços,
Não posso mais sofrer, nem escrever “não”.
Domingo, Janeiro 31, 2010
A Próxima Saída Não É A Última
São as mesmas cruzes que falei antes.
Sangue seco, da semana passada.
Não tente, não olhe. Nem suas são;
Não lamente os portos que não atracou...
Quando for a ela, fale dos anos.
Fale das perdas que te contaram,
Das flores que levou, das dúvidas que enterrou.
Da história da sua vida até essa noite fria.
Ainda assim não sofrerá.
Sangue seco, da semana passada.
Não tente, não olhe. Nem suas são;
Não lamente os portos que não atracou...
Quando for a ela, fale dos anos.
Fale das perdas que te contaram,
Das flores que levou, das dúvidas que enterrou.
Da história da sua vida até essa noite fria.
Ainda assim não sofrerá.
Quinta-feira, Janeiro 07, 2010
Um Dia Como O De Ontem
Tudo bem eu seus pedidos...
Tudo certo em seus lamentos,
Não peça o que eu faço por fazer;
As festas não foram boas?
Tigela vazia, o fundo que todos olham.
Pular seus muros, eu não posso por aqui...
Amar em silêncio, não vai me comprometer.
Chorar por vendas, por tipóias azuis...
Venha pra mim abismo, sem planos...
Sem amanhã.
Tudo certo em seus lamentos,
Não peça o que eu faço por fazer;
As festas não foram boas?
Tigela vazia, o fundo que todos olham.
Pular seus muros, eu não posso por aqui...
Amar em silêncio, não vai me comprometer.
Chorar por vendas, por tipóias azuis...
Venha pra mim abismo, sem planos...
Sem amanhã.
Segunda-feira, Dezembro 21, 2009
Ocultação
O almíscar viaja com a brisa...
Exala de lá, como se pedisse ajuda;
Me observando para depois do jantar.
Mandando sinais abafados pela carniça;
Aqui dentro o ovo fritando; Nosso café amor...
Seu corpo se vai... O retrato na mesma parede;
Mostra a minha loucura...
Exala de lá, como se pedisse ajuda;
Me observando para depois do jantar.
Mandando sinais abafados pela carniça;
Aqui dentro o ovo fritando; Nosso café amor...
Seu corpo se vai... O retrato na mesma parede;
Mostra a minha loucura...
Quinta-feira, Dezembro 17, 2009
A Saudade Que Vou Sentir
Sentiu aquela brisa batendo na porta?
Entra pela fresta, refresca o nosso canto...
Não se revele tarde demais, não temos o mundo nas mãos;
Temos as mãos amarradas.
Sente minha mão na sua?
Não te vi florida, sei o quão bonito deveria ser.
Ainda me cativa, mesmo eu não querendo.
Fala das reuniões; De seus dias distantes.
Pede em segredo coisas que não devo fazer.
Pede novas cartas para guardar em seu bolso.
Desabrocha.
Entra pela fresta, refresca o nosso canto...
Não se revele tarde demais, não temos o mundo nas mãos;
Temos as mãos amarradas.
Sente minha mão na sua?
Não te vi florida, sei o quão bonito deveria ser.
Ainda me cativa, mesmo eu não querendo.
Fala das reuniões; De seus dias distantes.
Pede em segredo coisas que não devo fazer.
Pede novas cartas para guardar em seu bolso.
Desabrocha.
Quarta-feira, Dezembro 16, 2009
Na Parede
Batom vermelho não me ilude.
Tão longe de onde queria estar...
Ladrilhos beges, em xadrez...
Suas jogadas não cessam meu avanço.
Unhas bem feitas podem me distrair,
Não quero dançar, nem me enganar.
Olhar baixo de quem ataca,
Pelas costas? No abaixar das armas...
Tão longe de onde queria estar...
Ladrilhos beges, em xadrez...
Suas jogadas não cessam meu avanço.
Unhas bem feitas podem me distrair,
Não quero dançar, nem me enganar.
Olhar baixo de quem ataca,
Pelas costas? No abaixar das armas...
Terça-feira, Dezembro 15, 2009
Os Métodos de Alan Robert
Corta a navalha, cega a doce criança...
Planta a discórdia entre canteiros.
Serra as pernas, encaixota seus sonhos...
Mãos cortadas... Mãos aplaudem.
Na terra dos ventos, a falta da Morena do sul.
Canta por bandas sem tom,
Corre por mares sem cor,
Seus cabelos azuis marcam o prefácio.
Planta a discórdia entre canteiros.
Serra as pernas, encaixota seus sonhos...
Mãos cortadas... Mãos aplaudem.
Na terra dos ventos, a falta da Morena do sul.
Canta por bandas sem tom,
Corre por mares sem cor,
Seus cabelos azuis marcam o prefácio.
Domingo, Dezembro 13, 2009
Baixo
Espera que as flores fiquem como estão?
Espera por coisas na janela, coisas que não virão.
As mesmas paradas... O mesmo final após a baliza.
O estandarte amarelado...
O tempo lhe cobrou aqueles dois anos?
Pendurada na parede junto ao balcão bordô.
Sem força pra remar escorada lá fora;
Seca e amarga como o mundo em que mergulhou.
Cava pro fundo, se acaba, se esvaire.
Espera por coisas na janela, coisas que não virão.
As mesmas paradas... O mesmo final após a baliza.
O estandarte amarelado...
O tempo lhe cobrou aqueles dois anos?
Pendurada na parede junto ao balcão bordô.
Sem força pra remar escorada lá fora;
Seca e amarga como o mundo em que mergulhou.
Cava pro fundo, se acaba, se esvaire.
Sábado, Dezembro 12, 2009
Afago
Tudo é muito cru e ainda corre dor daí.
Não vou medir nem calcular o teu pesar.
Essa saudade vai passar, agora ou mais tarde.
Sem rimas, nem precedentes de “um sorriso voltar”.
É bom mentir e fingir.
Não vou medir nem calcular o teu pesar.
Essa saudade vai passar, agora ou mais tarde.
Sem rimas, nem precedentes de “um sorriso voltar”.
É bom mentir e fingir.
Segunda-feira, Novembro 23, 2009
Samba do Desespero
Com o rabo entre as pernas,
Pedindo ajuda no atacado.
Sujo e tolo... Morto e vivo.
Pelas frestas; marginal sem dó.
Estenda Vossa mão, atenda mais um...
Poderia mudar, e não rimar com só.
Muitas chamas nos iluminam.
Acredito em Você. Quando preciso.
Pedindo ajuda no atacado.
Sujo e tolo... Morto e vivo.
Pelas frestas; marginal sem dó.
Estenda Vossa mão, atenda mais um...
Poderia mudar, e não rimar com só.
Muitas chamas nos iluminam.
Acredito em Você. Quando preciso.
Perpétua
As velas se apagam, ao passar do vento.
Bendita dor, maldita flor...
Naquela caixa; meus sonhos, minha índole.
Apodrecem em algumas horas... Sem mais.
Vocês todas, todas juntas... Combinaram tudo,
Várias prendas, várias doses...
Vadias apaixonadas, entregues ao léu...
Mastigam o fel, acreditam no falso véu.
Naquela caixa, a minha pena está.
Condenado sem provas, antes mesmo de qualquer crime.
Bendita dor, maldita flor...
Naquela caixa; meus sonhos, minha índole.
Apodrecem em algumas horas... Sem mais.
Vocês todas, todas juntas... Combinaram tudo,
Várias prendas, várias doses...
Vadias apaixonadas, entregues ao léu...
Mastigam o fel, acreditam no falso véu.
Naquela caixa, a minha pena está.
Condenado sem provas, antes mesmo de qualquer crime.
fraco frasco
Não me cobre pelo tempo longe;
Nem pelos dias em claro, por suas tranças cortadas.
Não lhe devo mais explicações; versões.
Não sonhe comigo a desferir facadas...
Não me procure com aquele vestido.
Florido como o diabo.
Nem pelos dias em claro, por suas tranças cortadas.
Não lhe devo mais explicações; versões.
Não sonhe comigo a desferir facadas...
Não me procure com aquele vestido.
Florido como o diabo.
Segunda-feira, Outubro 19, 2009
Catálogos
Doce e singela sombra das trevas,
Carnificina direta na carne...
Pele morena; cheirosa.
O gume nas entranhas...
Tiro dele, o que não fora meu...
Suas fotos penduradas,
Grampos enferrujados... Imundos.
O dourado não é nobre,
Meus motivos são os mesmos.
Aquele vestido tingido.
Carnificina direta na carne...
Pele morena; cheirosa.
O gume nas entranhas...
Tiro dele, o que não fora meu...
Suas fotos penduradas,
Grampos enferrujados... Imundos.
O dourado não é nobre,
Meus motivos são os mesmos.
Aquele vestido tingido.
P.T.
Explanei uma coisa... Já empoeirada.
Meu tempo se existiu, passou.
Dispensei meus santos... Meus joelhos cansados.
Nosso amor morreu há tempos...
Suas fotos nas vitrines, a chuva leva...
Muito mais que a tinta da minha calça,
Muitos mais que o resto de dignidade.
Não condene meus dramas.
Explanei uma coisa, mas você se esqueceu.
Meu tempo se existiu, passou.
Dispensei meus santos... Meus joelhos cansados.
Nosso amor morreu há tempos...
Suas fotos nas vitrines, a chuva leva...
Muito mais que a tinta da minha calça,
Muitos mais que o resto de dignidade.
Não condene meus dramas.
Explanei uma coisa, mas você se esqueceu.
Sexta-feira, Outubro 16, 2009
Mea culpa nº 2100
Anos de destruição, nós esperamos.
Datas grifadas no calendário;
Temi tantas coisas, por tanto tempo.
Meus medos sem sentido.
Ainda não creio numa volta.
Ainda lamento aquela noite.
Estou enterrado contigo.
Morto por dentro. Dilacerado, sozinho.
Mais uma vez, essa passagem eu cito.
Datas grifadas no calendário;
Temi tantas coisas, por tanto tempo.
Meus medos sem sentido.
Ainda não creio numa volta.
Ainda lamento aquela noite.
Estou enterrado contigo.
Morto por dentro. Dilacerado, sozinho.
Mais uma vez, essa passagem eu cito.
Quinta-feira, Outubro 01, 2009
Quarta-feira, Setembro 23, 2009
eu tinha uma morena
Meu querer bem, meu amor insólito...
Não quebra nos rochedos igual o mar,
Avança pela praia, por suas coxas.
Mesmo que não esteja a me olhar.
Minhas vontades sufocadas, voam alto.
Pra longe da esquina; da rua de baixo...
Meu amor, minha Morena caracol...
Voa pra mim, balançando seus cachos.
As ondas não param no pier, por ele deslizam...
Meus desejos não cessam aqui,
Estou indo ao teu encontro...
Não quebra nos rochedos igual o mar,
Avança pela praia, por suas coxas.
Mesmo que não esteja a me olhar.
Minhas vontades sufocadas, voam alto.
Pra longe da esquina; da rua de baixo...
Meu amor, minha Morena caracol...
Voa pra mim, balançando seus cachos.
As ondas não param no pier, por ele deslizam...
Meus desejos não cessam aqui,
Estou indo ao teu encontro...
Quinta-feira, Setembro 17, 2009
A. F. Q. T. Chá
Conta a história que era assim;
Nos bares, nas varandas... Sempre...
Mãos no queixo, vestidos floridos.
Olhando os outros, acolhendo estranhos.
Seus sorrisos vermelhos, ensolarados.
A fraqueza (minha), visível nos quadros.
Ainda assim, remo. Sigo a seta ao abismo.
Nos bares, nas varandas... Sempre...
Mãos no queixo, vestidos floridos.
Olhando os outros, acolhendo estranhos.
Seus sorrisos vermelhos, ensolarados.
A fraqueza (minha), visível nos quadros.
Ainda assim, remo. Sigo a seta ao abismo.
Domingo, Setembro 13, 2009
Ana e Hilda
A morenice me abandonou;
Foi para o mar, de lá ela é...
Sugou meu amor; se foi...
Morena de lentes, avista tudo e todos...
Meiga comigo, mas se foi...
Não espero mais no portão,
Ninguém dobrará a esquina,
Só deixou o espaço;
Só o buraco dentro de mim...
Foi para o mar, de lá ela é...
Sugou meu amor; se foi...
Morena de lentes, avista tudo e todos...
Meiga comigo, mas se foi...
Não espero mais no portão,
Ninguém dobrará a esquina,
Só deixou o espaço;
Só o buraco dentro de mim...
Segunda-feira, Setembro 07, 2009
263 ORGASMOS
Tantos cabelos, tantas mulheres...
Não choram por crápulas.
Estão em elevadores, pelas ruas; nos bares...
Procuro palavras, ações pra definir...
Tantas cartas trocadas...
Ainda um medo por aqui,
Tantas coisas, tantos dedos...
Quero cuidar de alguém,
Que aqui não está...
Longe do meu mundo, do meu reino.
Não estou em suas gavetas,
Não estou mais só, aqui...
Corro por fora, para chegar ao pote...
Aos cabelos brancos que ali na esquina me esperam.
Não choram por crápulas.
Estão em elevadores, pelas ruas; nos bares...
Procuro palavras, ações pra definir...
Tantas cartas trocadas...
Ainda um medo por aqui,
Tantas coisas, tantos dedos...
Quero cuidar de alguém,
Que aqui não está...
Longe do meu mundo, do meu reino.
Não estou em suas gavetas,
Não estou mais só, aqui...
Corro por fora, para chegar ao pote...
Aos cabelos brancos que ali na esquina me esperam.
Domingo, Setembro 06, 2009
22:50
Estou aqui, pensando coisas.
Não vou avisar, nem premeditar.
Seu domingo foi ruim?
Tente me assustar, não vou embora.
Leia a bula antes,
Sua doçura sufoca o féu.
O andar desinibido; As idas ao mercado.
Não vou avisar, nem premeditar.
Seu domingo foi ruim?
Tente me assustar, não vou embora.
Leia a bula antes,
Sua doçura sufoca o féu.
O andar desinibido; As idas ao mercado.
Sexta-feira, Setembro 04, 2009
Mãos Atadas
Não acredite em mim...
Sempre é com negação,
Mas é só assim que consigo vomitar...
Essas falas falsas do coração.
A sigo pelas ruas, a cada esquina me escondo.
Do que planejo lá adiante,
Vendo seus livros, sua mochila pink...
Esperando uma brecha,
Pra uma abordagem infante,
Doses de Blues, nas tardes distantes;
Não durmo mais, não sinto mais...
Vai me emprestar seu Kerouac?
É a desculpa que preciso,
Pra sentir seu hálito tão perto.
Sempre é com negação,
Mas é só assim que consigo vomitar...
Essas falas falsas do coração.
A sigo pelas ruas, a cada esquina me escondo.
Do que planejo lá adiante,
Vendo seus livros, sua mochila pink...
Esperando uma brecha,
Pra uma abordagem infante,
Doses de Blues, nas tardes distantes;
Não durmo mais, não sinto mais...
Vai me emprestar seu Kerouac?
É a desculpa que preciso,
Pra sentir seu hálito tão perto.
Quarta-feira, Setembro 02, 2009
Vontade de te esquartejar enquanto Cantrell sola
Um tiro no ouvido, resolveria tudo?
Um pano limpo... Vermelho, ali no chão...
Branca; lésbica.
Levou tudo dele...
Suas moderações, seus moderadores.
Não como mais defuntos,
Estou limpo há duas semanas.
Um pano limpo... Vermelho, ali no chão...
Branca; lésbica.
Levou tudo dele...
Suas moderações, seus moderadores.
Não como mais defuntos,
Estou limpo há duas semanas.
Domingo, Agosto 30, 2009
Geraldo
Augusto seguia firme em suas metas para o ano novo; a lista de sempre no armário da cozinha. A semana estava difícil; problemas no trabalho, intimações cobrando comparecimentos, contas atrasadas, a energia estava por um fio literalmente.
Não era a vida esperada por alguém que anos antes era bem cotado em todos os “setores” da vida, como ele mesmo falava. A louça em cima da pia, alguns restos de marmitas pela mesa, um pé de sapato ali, outro aqui... Homens geralmente são desorganizados, contrários a faxinas, vassouras...
(...)
Descendo aquelas escadas úmidas, quase escorregou na afobação de um encontro depois de anos-luz de solidão.
Não esperava por alguém tão jovem, ela não aparentava mais de 22 anos, estava sentada, folheando um guia de tv a cabo... Cabelos ora pretos, ora castanhos na altura dos ombros, pele sardenta...
Augusto se aproximou rodeando o banco e pensando o que falar:
- Olá! Acho que você é a... – Num instante, fora interrompido:
- Sim, sou a Sabrina... Como vai você?
- Pra falar a verdade, meio confuso com essa situação.
A “situação” em si era complicada, uma moça mais jovem, um problema a ser resolvido, além de uma atração mútua no ar, no entendimento dele é claro. Sabrina não era o tipo “gostosa”, mas possuía um charme incomum, era de altura média, bochechas vermelhas, unhas bem feitas, vestia calça jeans surrada e uma jaqueta preta com camiseta branca por baixo, trazia consigo uma mochila em tons de cor militar.
- Te entendo Geraldo, o problema é que também sou vítima dessa situação, como você mesmo chamou o problema.
- Não tô jogando a culpa em você, mas você sabe né...
- Sabe o quê?
- Te conheci numa sala de bate-papo, tava meio bêbado, daí eu achei que...
- Ah sim, não precisa terminar... Esqueça isso, sou resolvida...
Após alguns instantes de conversa, o clima antes calmo, se tornou mais denso, com esquivas tentativas de Augusto na aproximação com a moça. A jovem sardenta logo foi ao ponto, e questionou sobre o que seria Ettus.
- Não faço idéia, só tomei conhecimento disso através de você.
Sabrina já nervosa o entregou um desenho primário:
- Não sou uma artista, mas dá pra entender...
- Como eu disse, não conheço esse tal Ettus, minha intenção era só um encontro...
- Assim fica mais difícil... Não haverá um encontro sem me dar informações... – Sabrina havia se comprometido a dar uma colher de chá ao rapaz se ele ajudasse em sua tal pesquisa. O cheiro do perfume barato da moça mexia com a imaginação do cara.
- Entendo você, mas realmente esse assunto não me interessa. Tive, recentemente, problemas com a Polícia e não quero mais confusão. Vasculharam a minha vida por causa de um bilhete...
- Fique tranqüilo, Augusto!
Choveu por vários dias, a cidade estava coberta por uma cortina de neblina. Faziam 12º C conforme o relógio da praça informava. Em frente a eles, haviam um bar desses em que os jovens descolados da cidade se encontram. Lá dentro a névoa do cigarro predominava. Augusto pensou em convidá-la, mas não tinha coragem. Definitivamente seu tempo havia passado.
- Bem, acho que eu vou indo... Está tarde!
- Onde estão os seus modos Augusto? Não vai me convidar pra um café...
- Só tem um bar ali né... Se não se importar – disse Augusto com um riso na face.
Os dois se levantaram e atravessaram a rua. De mais perto a névoa parecia mais densa, muitas moças dançando, alguns caras na porta fumando e com um drinque qualquer na mão...
Não havia um lounge, só amontoados de mesas e um pequeno palco onde três caras tentavam um Plush, do Stone Temple Pilots. Augusto pediu uma cerveja e perguntou se Sabrina o acompanhava...
- Prefiro um Martini, Gú... Posso te chamar assim?
- Sim, sem problemas...
Bebida servida, ali começava um hiato na conversa. Por dez minutos nada foi dito. Os dois ali de costas pro balcão, olhando para o palco... Dessa vez a banda tirava Boys Don’t Cry do The Cure.
Sabrina era controversa, em alguns momentos parecia estar flertando; outras saia totalmente do ar. Já passavam das 00:15 hs, e Augusto já estava entediado.
- Sabrina! Eu recebo essas mensagens desde janeiro passado.
A moça já batia palmas com as baladinhas executadas...
- O que você disse?
- O que você ouviu... Recebo mensagens há oito meses. Não sei de onde veio, mas isso tem me causado problemas.
- Ué, mas você deveria ser mais cauteloso, no primeiro bilhete que recebe já quer parar o mundo. Mas entendo a agonia, por isso quero te ajudar... Mas agora vamos curtir a noite. – Sabrina deixou o copo no balcão e foi dançar.
Augusto permanecia imóvel, já na 4ª cerveja, mais à vontade resolveu aproveitar aquela noite, a primeira em muitos meses...
Relógio despertando, lá fora o barulho dos carros anunciavam que o dia amanhecera. Uma dor de cabeça terrível, uma vontade imensa de um copo d’água...
Augusto ali na pia do banheiro, olhou pela janela e via o mundo acordando guardou sua escova de dente no armário, muito sujo por sinal, conferir a barba por fazer e pensou na noite anterior...
“Menina linda aquela... Pena que você foi burro”.
Enquanto caminhava para a cozinha, algo lhe chamou a atenção...
- Peraí, ela me chamou de Geraldo?
Não era a vida esperada por alguém que anos antes era bem cotado em todos os “setores” da vida, como ele mesmo falava. A louça em cima da pia, alguns restos de marmitas pela mesa, um pé de sapato ali, outro aqui... Homens geralmente são desorganizados, contrários a faxinas, vassouras...
(...)
Descendo aquelas escadas úmidas, quase escorregou na afobação de um encontro depois de anos-luz de solidão.
Não esperava por alguém tão jovem, ela não aparentava mais de 22 anos, estava sentada, folheando um guia de tv a cabo... Cabelos ora pretos, ora castanhos na altura dos ombros, pele sardenta...
Augusto se aproximou rodeando o banco e pensando o que falar:
- Olá! Acho que você é a... – Num instante, fora interrompido:
- Sim, sou a Sabrina... Como vai você?
- Pra falar a verdade, meio confuso com essa situação.
A “situação” em si era complicada, uma moça mais jovem, um problema a ser resolvido, além de uma atração mútua no ar, no entendimento dele é claro. Sabrina não era o tipo “gostosa”, mas possuía um charme incomum, era de altura média, bochechas vermelhas, unhas bem feitas, vestia calça jeans surrada e uma jaqueta preta com camiseta branca por baixo, trazia consigo uma mochila em tons de cor militar.
- Te entendo Geraldo, o problema é que também sou vítima dessa situação, como você mesmo chamou o problema.
- Não tô jogando a culpa em você, mas você sabe né...
- Sabe o quê?
- Te conheci numa sala de bate-papo, tava meio bêbado, daí eu achei que...
- Ah sim, não precisa terminar... Esqueça isso, sou resolvida...
Após alguns instantes de conversa, o clima antes calmo, se tornou mais denso, com esquivas tentativas de Augusto na aproximação com a moça. A jovem sardenta logo foi ao ponto, e questionou sobre o que seria Ettus.
- Não faço idéia, só tomei conhecimento disso através de você.
Sabrina já nervosa o entregou um desenho primário:
- Não sou uma artista, mas dá pra entender...
- Como eu disse, não conheço esse tal Ettus, minha intenção era só um encontro...
- Assim fica mais difícil... Não haverá um encontro sem me dar informações... – Sabrina havia se comprometido a dar uma colher de chá ao rapaz se ele ajudasse em sua tal pesquisa. O cheiro do perfume barato da moça mexia com a imaginação do cara.
- Entendo você, mas realmente esse assunto não me interessa. Tive, recentemente, problemas com a Polícia e não quero mais confusão. Vasculharam a minha vida por causa de um bilhete...
- Fique tranqüilo, Augusto!
Choveu por vários dias, a cidade estava coberta por uma cortina de neblina. Faziam 12º C conforme o relógio da praça informava. Em frente a eles, haviam um bar desses em que os jovens descolados da cidade se encontram. Lá dentro a névoa do cigarro predominava. Augusto pensou em convidá-la, mas não tinha coragem. Definitivamente seu tempo havia passado.
- Bem, acho que eu vou indo... Está tarde!
- Onde estão os seus modos Augusto? Não vai me convidar pra um café...
- Só tem um bar ali né... Se não se importar – disse Augusto com um riso na face.
Os dois se levantaram e atravessaram a rua. De mais perto a névoa parecia mais densa, muitas moças dançando, alguns caras na porta fumando e com um drinque qualquer na mão...
Não havia um lounge, só amontoados de mesas e um pequeno palco onde três caras tentavam um Plush, do Stone Temple Pilots. Augusto pediu uma cerveja e perguntou se Sabrina o acompanhava...
- Prefiro um Martini, Gú... Posso te chamar assim?
- Sim, sem problemas...
Bebida servida, ali começava um hiato na conversa. Por dez minutos nada foi dito. Os dois ali de costas pro balcão, olhando para o palco... Dessa vez a banda tirava Boys Don’t Cry do The Cure.
Sabrina era controversa, em alguns momentos parecia estar flertando; outras saia totalmente do ar. Já passavam das 00:15 hs, e Augusto já estava entediado.
- Sabrina! Eu recebo essas mensagens desde janeiro passado.
A moça já batia palmas com as baladinhas executadas...
- O que você disse?
- O que você ouviu... Recebo mensagens há oito meses. Não sei de onde veio, mas isso tem me causado problemas.
- Ué, mas você deveria ser mais cauteloso, no primeiro bilhete que recebe já quer parar o mundo. Mas entendo a agonia, por isso quero te ajudar... Mas agora vamos curtir a noite. – Sabrina deixou o copo no balcão e foi dançar.
Augusto permanecia imóvel, já na 4ª cerveja, mais à vontade resolveu aproveitar aquela noite, a primeira em muitos meses...
Relógio despertando, lá fora o barulho dos carros anunciavam que o dia amanhecera. Uma dor de cabeça terrível, uma vontade imensa de um copo d’água...
Augusto ali na pia do banheiro, olhou pela janela e via o mundo acordando guardou sua escova de dente no armário, muito sujo por sinal, conferir a barba por fazer e pensou na noite anterior...
“Menina linda aquela... Pena que você foi burro”.
Enquanto caminhava para a cozinha, algo lhe chamou a atenção...
- Peraí, ela me chamou de Geraldo?
Sexta-feira, Agosto 28, 2009
Andante
Felicidade passa na rua debaixo;
Portas abrindo ao teu sorriso.
Ouço o salto alto, o zíper abrindo.
Deixa pra lá, a minha eu laço.
Felicidade passa por mim;
Sinto mas não vejo,
Vejo meus erros ainda aqui,
Sua calda azul... Sem rastro.
Preciso disso.
Portas abrindo ao teu sorriso.
Ouço o salto alto, o zíper abrindo.
Deixa pra lá, a minha eu laço.
Felicidade passa por mim;
Sinto mas não vejo,
Vejo meus erros ainda aqui,
Sua calda azul... Sem rastro.
Preciso disso.
Quinta-feira, Agosto 27, 2009
A falta que você faz
Quantas cartas?
Quantas madrugadas?
Quantas árvores e abismos?
Quantos mistérios;
Serão necessários... Para uma nova carta?
Anônima como a estrela,
Que brilha por lá, não mais aqui...
Não precisamos de coragem,
Nem de vidraças atiradas em pedras..
Sinto falta daquela prosa.
Quantas madrugadas?
Quantas árvores e abismos?
Quantos mistérios;
Serão necessários... Para uma nova carta?
Anônima como a estrela,
Que brilha por lá, não mais aqui...
Não precisamos de coragem,
Nem de vidraças atiradas em pedras..
Sinto falta daquela prosa.
Terça-feira, Agosto 25, 2009
97 cartas e um funil
Tantos espinhos, tantos perfumes...
Estou lendo e não percebo;
Nas entrelinhas a gentileza...
Que planto tão bem, mas colho só a semente.
Tantas letras agrupadas, e não formam a trilha.
Pedaços de carne; pele morta.
Ficam nas paredes, nas entranhas do abismo.
Refaço quadros, reviro minhas caixas.
Rego a flor na tela; ela não é minha.
Leio 97 cartas... Você em todas;
Hálito doce, voz suave que ainda ouço aqui.
Estou lendo e não percebo;
Nas entrelinhas a gentileza...
Que planto tão bem, mas colho só a semente.
Tantas letras agrupadas, e não formam a trilha.
Pedaços de carne; pele morta.
Ficam nas paredes, nas entranhas do abismo.
Refaço quadros, reviro minhas caixas.
Rego a flor na tela; ela não é minha.
Leio 97 cartas... Você em todas;
Hálito doce, voz suave que ainda ouço aqui.
Quinta-feira, Agosto 20, 2009
Violão de Nylon
Sexta se aproxima, como o esquecimento...
Sexta chance eu tenho, para manter o pensamento.
Sexta se aproxima, logo na esquina...
Sem espaço para correção,
Sem margem de erro,
Uso a rima do refrão.
Sexta chance eu tenho, para manter o pensamento.
Sexta se aproxima, logo na esquina...
Sem espaço para correção,
Sem margem de erro,
Uso a rima do refrão.
Domingo, Agosto 16, 2009
Seus Limites
Você fala das coisas, cita tantos profetas...
Antigos, passados... Em demasia; esquecidos.
Mas me cobra respostas, que procuro aqui.
Não seja a vidraça, não a culpe...
É só uma passagem; uma etapa.
Tire esse peso daí, você é a mais linda;
Não tema o outro lado, pode ser só um começo.
Esqueça o oásis, esqueça as canções.
Jogue seu olhar debaixo do tapete,
Migalhas que sustentam nossos medos,
Nossas manhãs em claro... Nossos beijos sem fim...
A coragem é a pedra, o limite a vidraça,
Espere o dia amanhecer, falta pouco...
Talvez seja apenas uma janela.
dedicado a um elfo, um anjo que numa manhã me acordou.
Antigos, passados... Em demasia; esquecidos.
Mas me cobra respostas, que procuro aqui.
Não seja a vidraça, não a culpe...
É só uma passagem; uma etapa.
Tire esse peso daí, você é a mais linda;
Não tema o outro lado, pode ser só um começo.
Esqueça o oásis, esqueça as canções.
Jogue seu olhar debaixo do tapete,
Migalhas que sustentam nossos medos,
Nossas manhãs em claro... Nossos beijos sem fim...
A coragem é a pedra, o limite a vidraça,
Espere o dia amanhecer, falta pouco...
Talvez seja apenas uma janela.
dedicado a um elfo, um anjo que numa manhã me acordou.
Sexta-feira, Agosto 14, 2009
O vento da fortaleza
Leva a noite e a sua sombra.
Leva meus sonhos e planos...
Leva seus quadris, leva seu suco.
Leva o tempo, a minha lista.
Leva meu ânimo, meu fôlego.
Leva a Morena descalça,
Leva ele dela, ela de mim...
Leva a visão do surdo,
Leva a matriz do mundo.
Leva meus dias...
Levo um tempo pra assimilar.
Leva meus sonhos e planos...
Leva seus quadris, leva seu suco.
Leva o tempo, a minha lista.
Leva meu ânimo, meu fôlego.
Leva a Morena descalça,
Leva ele dela, ela de mim...
Leva a visão do surdo,
Leva a matriz do mundo.
Leva meus dias...
Levo um tempo pra assimilar.
Segunda-feira, Julho 27, 2009
Abismos
Que bom teus olhos sorrindo...
Que bem maior eu estar na lembrança.
Viajo tão longe, vou até o fim do horizonte...
Procuro lá uma boa viagem,
Uma companhia que me faça pensar...
Nas tardes frias na beira do mar.
Sem você.
Que bem maior eu estar na lembrança.
Viajo tão longe, vou até o fim do horizonte...
Procuro lá uma boa viagem,
Uma companhia que me faça pensar...
Nas tardes frias na beira do mar.
Sem você.
Quarta-feira, Julho 15, 2009
Sua Gorjeta
Quero falar das sombras, das trevas perdidas num copo de maria-mole...
Matando o fígado, dissecando qualquer sonho meu.
Cobro quanto por esses sorrisos amarelos? Falsos feito o diabo.
Passe o recibo, deixa o Canhoto cobrar mais tarde...
Pendure em pregos, em paredes sujas...
Úmidas
Quero falar das doenças, das mazelas tão cantadas;
Rendem sucessos a todos. Mas ninguém me chama pro café...
Nas reuniões regadas por falsos profetas..
Queria ser o do retrato, bonito e limpo.
Na lápide mais tarde, veja meus poros, cheios de você.
Quando eu morrer quero ser feliz no inferno.
Matando o fígado, dissecando qualquer sonho meu.
Cobro quanto por esses sorrisos amarelos? Falsos feito o diabo.
Passe o recibo, deixa o Canhoto cobrar mais tarde...
Pendure em pregos, em paredes sujas...
Úmidas
Quero falar das doenças, das mazelas tão cantadas;
Rendem sucessos a todos. Mas ninguém me chama pro café...
Nas reuniões regadas por falsos profetas..
Queria ser o do retrato, bonito e limpo.
Na lápide mais tarde, veja meus poros, cheios de você.
Quando eu morrer quero ser feliz no inferno.
Sexta-feira, Junho 19, 2009
77% ALCANÇADO
As mesmas barras sujas de orgulho,
Dobradas pra dentro, escondendo a situação...
A deriva em que encontrei novas canções.
Não como os fanáticos da tarde...
Os jovens que ali caem, sobem por dutos...
Pra onde for a Bela formosa, antes do demônio...
Sua felicidade falsa, graça alcançada.
Meus demônios não têm preço, nem coragem.
São como o brinde que acompanha o lugar comprado,
Junto ao meu próprio Deus forte,
Que criei numa tarde, enquanto te esquartejava da minha vida.
Dobradas pra dentro, escondendo a situação...
A deriva em que encontrei novas canções.
Não como os fanáticos da tarde...
Os jovens que ali caem, sobem por dutos...
Pra onde for a Bela formosa, antes do demônio...
Sua felicidade falsa, graça alcançada.
Meus demônios não têm preço, nem coragem.
São como o brinde que acompanha o lugar comprado,
Junto ao meu próprio Deus forte,
Que criei numa tarde, enquanto te esquartejava da minha vida.
Quinta-feira, Junho 04, 2009
Jamais
Jamais pensei em estar do teu lado,
Por razões claras e definidas,
Você me disse hoje, confirmando,
Sua devoção ao outro que mata,
Todos os dias, aos poucos.
Jamais sonhei com seu cheiro,
Por razões de distância e solidão,
Você pede coisas, que busco em torres altas,
Morrendo esquecido em horas...
Jamais hoje, senti sua falta.
Por razões claras e definidas,
Você me disse hoje, confirmando,
Sua devoção ao outro que mata,
Todos os dias, aos poucos.
Jamais sonhei com seu cheiro,
Por razões de distância e solidão,
Você pede coisas, que busco em torres altas,
Morrendo esquecido em horas...
Jamais hoje, senti sua falta.
Sexta-feira, Maio 29, 2009
Para Uma Maria Triste
Aceita ouvir uma declaração?
Antiquada como novos boleros...
Dramáticas, melosas...
Trágicas como o revés que tenho,
Todas as vezes que busco seu olhar triste,
Cabelos negros como as minhas trevas,
Trevas lindas, onde sou feliz.
Aceita ouvir um consolo,
Simples e direto, partindo de um tolo...
Apaixonado e cafona,
Como um bolero do Gardel.
Antiquada como novos boleros...
Dramáticas, melosas...
Trágicas como o revés que tenho,
Todas as vezes que busco seu olhar triste,
Cabelos negros como as minhas trevas,
Trevas lindas, onde sou feliz.
Aceita ouvir um consolo,
Simples e direto, partindo de um tolo...
Apaixonado e cafona,
Como um bolero do Gardel.
Uma Terça Parte Da Dor Sem Fim E Precoce
Não faça de mim mais um erro,
Não sou o seu espelho quebrado,
Nem seu dia perdido... Por outro perdoado.
Saia daí, o sol está aqui... Todos dizem isso.
Só seus cabelos negros, me dizem,
A chantagem matinal, o mesmo copo de café.
Por sobre minhas tentativas ilegais,
Quebrando regras alheias.
Eu seguro sua mão, enquanto sangra o que pode.
Não sou ele, não faça contas;
Meus números divergem,
Das suas dores exageradas,
De seu atraso eterno.
Dos seus erros que compartilho.
Não sou o seu espelho quebrado,
Nem seu dia perdido... Por outro perdoado.
Saia daí, o sol está aqui... Todos dizem isso.
Só seus cabelos negros, me dizem,
A chantagem matinal, o mesmo copo de café.
Por sobre minhas tentativas ilegais,
Quebrando regras alheias.
Eu seguro sua mão, enquanto sangra o que pode.
Não sou ele, não faça contas;
Meus números divergem,
Das suas dores exageradas,
De seu atraso eterno.
Dos seus erros que compartilho.
Quinta-feira, Maio 28, 2009
Nº 11
Você é o barco no horizonte...
Distante de qualquer pensamento;
Distante do meu porto,
Podre nas beiradas, sem cais.
Você é a flor morta num vaso;
Esquecido na estante,
Sem cheiro, sem cor...
Esse trágico jeito de mirar,
Por esses olhos pretos,
Pedindo uma lição.
Distante de qualquer pensamento;
Distante do meu porto,
Podre nas beiradas, sem cais.
Você é a flor morta num vaso;
Esquecido na estante,
Sem cheiro, sem cor...
Esse trágico jeito de mirar,
Por esses olhos pretos,
Pedindo uma lição.
Segunda-feira, Maio 18, 2009
Seu Segundo Delírio Meu
Estarei com você nessa tarde,
Seja numa mesa, ou em pensamento...
Pra pular muros altos; só nossos.
Pra enfrentar o que existe,
Só em meu mundo triste.
Peço, espero o dia atrás;
Uma data apenas para a mão...
Num embalo infantil, de ti cuidar.
Estarei com você nessa tarde,
Sem estancar, ou amenizar...
Nossos muros altos, esverdeados...
Que protegem o que não existe.
Seja numa mesa, ou em pensamento...
Pra pular muros altos; só nossos.
Pra enfrentar o que existe,
Só em meu mundo triste.
Peço, espero o dia atrás;
Uma data apenas para a mão...
Num embalo infantil, de ti cuidar.
Estarei com você nessa tarde,
Sem estancar, ou amenizar...
Nossos muros altos, esverdeados...
Que protegem o que não existe.
Sexta-feira, Maio 15, 2009
Nº 87
Não pense num desafio...
Uma queda de braços...
Sob lençóis imundos... Sobre assuntos falsos...
Inúteis razões, de um dia da semana passada.
Não há vencido, nessa perda minha...
Perco bem, pois sou assim...
A vitória me assusta,
Ter você só minha, na próxima quarta.
Na direção que vou, só um fim me aguarda.
Uma queda de braços...
Sob lençóis imundos... Sobre assuntos falsos...
Inúteis razões, de um dia da semana passada.
Não há vencido, nessa perda minha...
Perco bem, pois sou assim...
A vitória me assusta,
Ter você só minha, na próxima quarta.
Na direção que vou, só um fim me aguarda.
Marga...
Pode ser sobre a moça da esquina;
Sobre a moça dos meus antigos sonhos...
Sobre a moça do banco ao lado...
Sobre a moça e seu par ímpar...
Sobre a moça e minhas vontades.
Sobre a moça e suas mãos na cintura,
Sobre a moça e seu sorriso, jamais meu...
Sobre a moça dos meus antigos sonhos...
Sobre a moça do banco ao lado...
Sobre a moça e seu par ímpar...
Sobre a moça e minhas vontades.
Sobre a moça e suas mãos na cintura,
Sobre a moça e seu sorriso, jamais meu...
Quinta-feira, Maio 14, 2009
nº 5
me ajude a amar alguém...
melhor que eu posso ser,
mais forte do que possa querer...
mais linda do que nunca eu vi...
me ajude a quebrar a rotina,
na sua pele branca,
em sua boca vermelha...
intensa, enfeitiça minhas armas.
te esquartejo em tentações do demônio.
melhor que eu posso ser,
mais forte do que possa querer...
mais linda do que nunca eu vi...
me ajude a quebrar a rotina,
na sua pele branca,
em sua boca vermelha...
intensa, enfeitiça minhas armas.
te esquartejo em tentações do demônio.
Terça-feira, Maio 12, 2009
Extrema Unção
Me sinto triste nas manhãs;
Seco nas tardes de ventania...
Me sinto velho diante das janelas,
Que abri pra espantar a solidão.
Procuro meus dados;
Informações tolas que eu guardo.
Anotações em blocos;
Dúvidas em pilhas de nervos.
Seu lugar na mesa, ainda vazio...
Para sempre eu morto por dentro.
Numa amargura que nutre meu ego.
Numa armadura frouxa...
Que te matou antes de tudo.
Seco nas tardes de ventania...
Me sinto velho diante das janelas,
Que abri pra espantar a solidão.
Procuro meus dados;
Informações tolas que eu guardo.
Anotações em blocos;
Dúvidas em pilhas de nervos.
Seu lugar na mesa, ainda vazio...
Para sempre eu morto por dentro.
Numa amargura que nutre meu ego.
Numa armadura frouxa...
Que te matou antes de tudo.
Segunda-feira, Maio 04, 2009
Sabor Abandono
Confesso que tava atraído...
Por sua voz nunca ouvida,
Faz mal não, represo meus desejos...
Não é a primeira vez, que caio.
Confesso que percebia coisas novas;
Que senti por último em 112 dias intensos,
Mas lá atrás, num verão bom.
Não hoje, nas trevas pegajosas.
Que o diabo a leve embora,
Antes de uma nova queda,
Em seu colo doce...
Sabor abandono.
Por sua voz nunca ouvida,
Faz mal não, represo meus desejos...
Não é a primeira vez, que caio.
Confesso que percebia coisas novas;
Que senti por último em 112 dias intensos,
Mas lá atrás, num verão bom.
Não hoje, nas trevas pegajosas.
Que o diabo a leve embora,
Antes de uma nova queda,
Em seu colo doce...
Sabor abandono.
Minha Última Morte
Seria épica... Caindo de um prédio.
Seria dramática... Um câncer me consumindo;
Como o bicho faz com a maçã,
De dentro pra fora...
Sem tratamento, sem fundamento.
Desabrochando de uma vez, como uma flor da manhã.
Seria fantástica... Uma doença inédita.
Seria heróica... Baleado num assalto;
Salvando a Morena que desce a rua...
Saltando em direção ao projétil...
Em câmera lenta, em plano americano.
Seria real... Esquecido num quarto;
Numa cadeira de rodas; sozinho.
Um fardo falido... Pesado demais para meus amigos;
Amigos?
Seria dramática... Um câncer me consumindo;
Como o bicho faz com a maçã,
De dentro pra fora...
Sem tratamento, sem fundamento.
Desabrochando de uma vez, como uma flor da manhã.
Seria fantástica... Uma doença inédita.
Seria heróica... Baleado num assalto;
Salvando a Morena que desce a rua...
Saltando em direção ao projétil...
Em câmera lenta, em plano americano.
Seria real... Esquecido num quarto;
Numa cadeira de rodas; sozinho.
Um fardo falido... Pesado demais para meus amigos;
Amigos?
Novas Mudas
Penso em novas mudas;
Pra esse inverno ali na esquina
Novas roupas, a mesma jaqueta de antes...
Surrada com cheiro de ontem...
Duas balas no bolso de dentro,
Crio novas mudas na sacada,
No guarda-roupa um pedaço seu.
Na janela, a mesma mancha de solidão.
Pra esse inverno ali na esquina
Novas roupas, a mesma jaqueta de antes...
Surrada com cheiro de ontem...
Duas balas no bolso de dentro,
Crio novas mudas na sacada,
No guarda-roupa um pedaço seu.
Na janela, a mesma mancha de solidão.
Mensagem Falada
Mas ainda tento coisas novas...
Naquela tarde que copiamos,
Copiamos nossos sonhos idiotas.
Mas ainda procuro sensações;
Novos caminhos pra lugares antigos...
Hoje tento novas canções,
Sem letras, com arranjos escondidos.
De flores murchas, roxas.
Mas ainda vou tentar...
Naquela tarde que copiamos,
Copiamos nossos sonhos idiotas.
Mas ainda procuro sensações;
Novos caminhos pra lugares antigos...
Hoje tento novas canções,
Sem letras, com arranjos escondidos.
De flores murchas, roxas.
Mas ainda vou tentar...
Apenas as mesmas...
E as palavras no fim de tarde?
O que faço com minhas marcas?
Aquela feita pra nunca mais?
Vejo os seus sonhos, mas e você?
Daquelas manhãs doces, ainda é a dona?
Tenho hoje a sensatez que me pedia?
Repetidas, repetitivas, mas e as que sorriam?
Como eu naquela esquina?
Com flores na mão?
O que faço com minhas marcas?
Aquela feita pra nunca mais?
Vejo os seus sonhos, mas e você?
Daquelas manhãs doces, ainda é a dona?
Tenho hoje a sensatez que me pedia?
Repetidas, repetitivas, mas e as que sorriam?
Como eu naquela esquina?
Com flores na mão?
Segunda-feira, Abril 20, 2009
Aquela No Espelho
Conserva meus passos,
Rima com tudo, como nossos espinhos;
Faz sempre daquele jeito...
Daquelas maneiras más,
Não gosto do teu jeito, nas manhãs de sábado.
Me faz perfeito, nos faz um só...
Cheios de defeitos nossos, só nossos.
Se você soubesse de tudo,
De tantas coisas inúteis,
Das regras que insisto em explicar.
Conserva meus antes e depois,
Meus passos em falsos,
Até aquela flor velha...
Eu colhi quando você virou as costas...
Conserva meu filho.
Rima com tudo, como nossos espinhos;
Faz sempre daquele jeito...
Daquelas maneiras más,
Não gosto do teu jeito, nas manhãs de sábado.
Me faz perfeito, nos faz um só...
Cheios de defeitos nossos, só nossos.
Se você soubesse de tudo,
De tantas coisas inúteis,
Das regras que insisto em explicar.
Conserva meus antes e depois,
Meus passos em falsos,
Até aquela flor velha...
Eu colhi quando você virou as costas...
Conserva meu filho.
Sexta-feira, Abril 17, 2009
O Assassinato De Qualquer Uma
Acabo com você...
Hoje, depois da última.
Tiro esse sorriso da face;
De caça, faço você vítima.
Por toda parte, partes suas...
Hoje, depois da última.
Tiro esse sorriso da face;
De caça, faço você vítima.
Por toda parte, partes suas...
Quinta-feira, Abril 16, 2009
Desinfetante Sabor Lavanda
Onde guardo o terno?
Os planos quase perfeitos?
Meu pedaço de torta no forno?
Entendi, num buraco escuro...
Onde escondo as provas?
De uma cena nunca vista;
“Insista, insista”, ela me diz...
Em madrugadas pela rua;
Se escondendo procurando...
Conveniências, conivências.
Sou fraco nas imaginações,
Onde guardo minhas concessões?
O cheiro me esgana, me fascina.
Os planos quase perfeitos?
Meu pedaço de torta no forno?
Entendi, num buraco escuro...
Onde escondo as provas?
De uma cena nunca vista;
“Insista, insista”, ela me diz...
Em madrugadas pela rua;
Se escondendo procurando...
Conveniências, conivências.
Sou fraco nas imaginações,
Onde guardo minhas concessões?
O cheiro me esgana, me fascina.
Quarta-feira, Abril 15, 2009
Morena Caracol
Mais tarde vem esguia, amendoada;
Sobe e desce meus sentidos;
Por agora penso num fim...
Daqui de longe,
Não se ouve seus gemidos;
Escuridão parcial; trevas remotas...
Volta e meia, meia volta...
Não descrevo, nem leio...
Espero você desarmado.
Sobe e desce meus sentidos;
Por agora penso num fim...
Daqui de longe,
Não se ouve seus gemidos;
Escuridão parcial; trevas remotas...
Volta e meia, meia volta...
Não descrevo, nem leio...
Espero você desarmado.
Mulher Infinita Ladra e Fugitiva
Num graveto seco lhe transformo,
Em cinzas num domingo qualquer.
Pego com a mão a solidão...
Numa estrada sinuosa,
Faço de você novas amigas,
Num pedaço de carne,
Transformo a vida em volta.
Num graveto seco, como ela...
Em sonhos vespertinos.
Em cinzas num domingo qualquer.
Pego com a mão a solidão...
Numa estrada sinuosa,
Faço de você novas amigas,
Num pedaço de carne,
Transformo a vida em volta.
Num graveto seco, como ela...
Em sonhos vespertinos.
Terça-feira, Abril 07, 2009
Morena Descendo A Rua
Deitada na cama...
Pedindo água...
Olha pra rua, lá seus amigos.
Levante-se, nó frouxo; premeditado...
Você foge e sempre volta;
Com marcas na vergonha.
Nem saio daqui, o dia passa rápido...
Ao cair da noite, sempre um embrulho...
Na porta entreaberta...
O jornal, a parede úmida...
Você sempre linda, sufocada...
Me pede água,
Só nós dois agora, só nós...
Tenho planos maquiavélicos,
Pra suas canelas morenas...
Logo nossos inimigos,
Meus por enquanto...
Lá fora, luzes e sirenes.
Pedindo água...
Olha pra rua, lá seus amigos.
Levante-se, nó frouxo; premeditado...
Você foge e sempre volta;
Com marcas na vergonha.
Nem saio daqui, o dia passa rápido...
Ao cair da noite, sempre um embrulho...
Na porta entreaberta...
O jornal, a parede úmida...
Você sempre linda, sufocada...
Me pede água,
Só nós dois agora, só nós...
Tenho planos maquiavélicos,
Pra suas canelas morenas...
Logo nossos inimigos,
Meus por enquanto...
Lá fora, luzes e sirenes.
Sexta-feira, Abril 03, 2009
Ele
Não faça comparações;
Só me escute...
Nesse dia ruim, pernas pesadas.
À noite vi meu espectro.
Correndo por abismos,
Querendo ser Ele,
Sem ter a mesma causa.
Não faça comparações;
Daqui de baixo, ouço seus carinhos.
Eu queria, acredite...
Te mostrar o segredo da máscara.
À noite vi meus passos,
Ninguém lembrará amanhã,
Minha cartola não gera coelhos,
Ternura, que nem eu creio mais...
Fraqueza, perto de gigantes...
Tenho medo de ratos,
De brechas na vidraça...
Do vento que levou meu menino.
Só me escute...
Nesse dia ruim, pernas pesadas.
À noite vi meu espectro.
Correndo por abismos,
Querendo ser Ele,
Sem ter a mesma causa.
Não faça comparações;
Daqui de baixo, ouço seus carinhos.
Eu queria, acredite...
Te mostrar o segredo da máscara.
À noite vi meus passos,
Ninguém lembrará amanhã,
Minha cartola não gera coelhos,
Ternura, que nem eu creio mais...
Fraqueza, perto de gigantes...
Tenho medo de ratos,
De brechas na vidraça...
Do vento que levou meu menino.
Quarta-feira, Abril 01, 2009
Codinome Traição Virtual Induzida
assisto, enumero...
canetas se foram...
tintas azuis tomam nota...
caindo... embaixo vejo.
suas penas soltas,
caminha pela rua.
suavemente engole sapos;
sujos em vão... pagam você por isso.
cadela...
canetas se foram...
tintas azuis tomam nota...
caindo... embaixo vejo.
suas penas soltas,
caminha pela rua.
suavemente engole sapos;
sujos em vão... pagam você por isso.
cadela...
Code Induced Virtual Betrayal
montre, désigné ...
stylos ont été ...
peinture note bleue ...
tomber ... voir ci-dessous.
perdent leurs plumes,
marcher dans la rue.
doucement avaler grenouilles;
sale, en vain ... des frais pour vous.
salope ...
stylos ont été ...
peinture note bleue ...
tomber ... voir ci-dessous.
perdent leurs plumes,
marcher dans la rue.
doucement avaler grenouilles;
sale, en vain ... des frais pour vous.
salope ...
Terça-feira, Março 31, 2009
Sob Todos Vocês
Cubo gelado, a faca não corta...
Estilhaça aos cacos, mas não dói.
Chore pra dentro, regue a alma.
Torne-se oco... O suco não flui.
Assim...
Espere por sua queda.
Você e Deus num duelo;
Ele vai ver só.
Carne podre, imune as moscas;
Ao ócio da morte que adiante chega.
Chore pra dentro, sem gosto pra eles.
Da espada que destrói... Meu gume cega.
Estilhaça aos cacos, mas não dói.
Chore pra dentro, regue a alma.
Torne-se oco... O suco não flui.
Assim...
Espere por sua queda.
Você e Deus num duelo;
Ele vai ver só.
Carne podre, imune as moscas;
Ao ócio da morte que adiante chega.
Chore pra dentro, sem gosto pra eles.
Da espada que destrói... Meu gume cega.
1ª Leitura
Sinta vergonha das passagens;
Nem tão gloriosas;
Escondidas, subterrâneas.
No seu almoço,
Na leitura dominical,
Todos te olham,
Admiram no pedestal.
Tenho outra...
Aspiração assassina.
Nem tão gloriosas;
Escondidas, subterrâneas.
No seu almoço,
Na leitura dominical,
Todos te olham,
Admiram no pedestal.
Tenho outra...
Aspiração assassina.
Sexta-feira, Março 27, 2009
Retrato
Ela me mostra você;
Nesses lugares montados,
Falsos, em vão fotografados...
Desinibida, fogosa.
Vulgar como naquela tarde...
Eu comi féu por aquilo,
Hoje vejo tais cenas.
Sempre falando com os outros,
Seus novos amigos.
Dilaceram o que toquei,
Vejo ela... Penso...
Em você tomando formas,
Parecidas...
Nesses lugares montados,
Falsos, em vão fotografados...
Desinibida, fogosa.
Vulgar como naquela tarde...
Eu comi féu por aquilo,
Hoje vejo tais cenas.
Sempre falando com os outros,
Seus novos amigos.
Dilaceram o que toquei,
Vejo ela... Penso...
Em você tomando formas,
Parecidas...
Quarta-feira, Março 18, 2009
Ela! Ali!
Vejo às vezes uma morena,
Descendo a rua...
Canelas finas, cabelo de caracol.
Chata, não me vê...
Olha pra frente, esguia...
Pedala pra longe,
Das minhas mãos, do meu querer...
Foge dos meus bregas elogios.
Quase um maníaco...
Penso em crimes;
A cometer numa tarde.
Descendo a rua...
Canelas finas, cabelo de caracol.
Chata, não me vê...
Olha pra frente, esguia...
Pedala pra longe,
Das minhas mãos, do meu querer...
Foge dos meus bregas elogios.
Quase um maníaco...
Penso em crimes;
A cometer numa tarde.
Segunda-feira, Março 16, 2009
Minha Segunda Morte
Siga a seta; se aproxima
Logo ali, depois da chuva;
Chega mais perto, silencioso.
Manso, rema ao sereno.
O silêncio anuncia...
Roubará seus sonhos,
Minhas metas do ano novo.
Leva você de mim.
Ali na rua, estirada.
Caindo da escada,
Uma vida projetada.
Levará você de mim.
Logo ali, depois da chuva;
Chega mais perto, silencioso.
Manso, rema ao sereno.
O silêncio anuncia...
Roubará seus sonhos,
Minhas metas do ano novo.
Leva você de mim.
Ali na rua, estirada.
Caindo da escada,
Uma vida projetada.
Levará você de mim.
Terça-feira, Março 10, 2009
Sem Jeito Pra Cantar
Toca o barco;
Contra todos, e nós...
Achamos o ouro,
O outro de nós...
Perdido ao vento, ao rio sem água...
Vamos tocando, rodando...
Contra todos, e nós...
Achamos o ouro,
O outro de nós...
Perdido ao vento, ao rio sem água...
Vamos tocando, rodando...




